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empregoAlgumas empresas de Uberlândia estão se deparando com a falta de qualificação dos candidatos. Desde 2001, uma lei determina a reserva de cotas para deficientes em empresas com mais de 100 funcionários, mas muitas não conseguem cumprir a determinação. Para tentar minimizar o problema, uma empresa da cidade vai investir mais de R$ 700 mil em capacitação.
Acácio Ribeiro da Silva Pontes é deficiente físico e para enfrentar o mercado de trabalho se preparou estudou até passar em um concurso, mas não conseguiu ser chamado. “Passei num concurso público para eletricista, mas ele foi prorrogado até a data perder a validade”, contou.

No entanto, ele não desistiu, mas trocou de profissão. Hoje, ele faz o curso de técnico em Telecomunicações e Gestão em Tecnologia da Informação (TI). E acabou virando supervisor em uma empresa, que para receber as pessoas com deficiência mudou a estrutura do prédio. “Se tem que trazer para o ambiente a possibilidade de o deficiente se locomover independente do tipo de deficiência que ele tem”, comentou a diretora de talentos humanos, Maria Aparecida Garcia.

Uma lei de 1991 impõe que empresas que têm acima de 100 funcionários são obrigadas a preencher de 2% a 5% dos cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas com deficiência. Porém, muitos empresários reclamam que preencher essas vagas é um desafio.
Na empresa na qual Cícero Domingos Penha é vice-presidente de talentos humanos, mais de 500 vagas deveriam ser preenchidas por estas pessoas. Contudo, este número não chega a 100. Por isso, um acordo feito com o Ministério Público do Trabalho visa qualificar as pessoas pra preencher as vagas. Nos próximos três anos vão investir R$ 720 mil. “Nós temos o compromisso de absorver os profissionais com deficiência que vierem desses programas com o mínimo de qualificação necessária para produzir”, comentou Cícero.

O procurador do trabalho, Eliaquim Queiroz, disse que o acordo funciona como uma compensação pela empresa não ter preenchido a cota nos anos anteriores. “Outras empresas que não conseguirem cumprir a cota podem ser chamadas a fazer esse tipo de pagamento”, disse.

Vânia Maria Soares Naves perdeu a visão depois de uma meningite. Ela era professora e agora é massoterapeuta. Para Vânia as dificuldades enfrentadas pelo deficiente físico no mercado de trabalho são maiores. “A gente tem que procurar adaptar, não é fácil, mas basta querer que você consegue”, concluiu.

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