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O Maracanã, reconstruído para os grandes eventos esportivos no Rio de Janeiro, prometia ser um estádio moderno, em que o acesso de pessoas com deficiência às suas instalações seria contemplado. O IBDD, no entanto, desde a reinauguração do estádio em junho, vem recebendo denúncias de torcedores que apontam a acessibilidade insatisfatória do lugar como o principal problema. “É uma mudança da água para o suco de uva”, compara Heitor Luiz Menezes, cadeirante, que já assistiu a dois jogos desde a reabertura do espaço. “Apesar da restauração, ainda há muito para ser melhorado. Minha cadeira de rodas quase ficou presa em calhas de água encontradas no chão do espaço, todas as rampas têm inclinação errada, e apenas alguns pisos possuem elevadores de acesso”, explica. 
 
No último domingo, o torcedor Américo Laurentino, que tem deficiência física, também apontou as mesmas dificuldades ao assistir a uma partida no estádio. “Para chegar à área destinada aos deficientes físicos tive de caminhar três rampas bem longas, cujo piso encontra-se todo desnivelado. Essa irregularidade pode levar qualquer pessoa a cair no chão e ter graves lesões ou escoriações”, reclama. 
 
Em junho, o estudante Henrique Nunes, que também é deficiente físico, por causa de problemas para chegar até a entrada do Maracanã teve que voltar para casa. “Cheguei ao estádio com meu pai, duas horas antes do jogo entre Itália e México. Queria entrar com tranqüilidade, sem tumulto, mas chegando lá o guarda não permitiu o acesso do veículo na Avenida Maracanã. Nenhum agente sabia informar como era o acesso para deficientes e não quiseram liberar a passagem do carro”, denuncia. 
 
“As vagas do entorno do Maracanã foram transformadas em área de estacionamento proibido. Na Copa das Confederações, a opção era estacionar perto da Quinta da Boa Vista em São Cristóvão e pegar um ônibus adaptado que levava pessoas com deficiência até um ponto do estádio”, explica Heitor Luiz. 
 
O cadeirante Daniel Magalhães também teve problemas para entrar no estádio. Assim como Henrique, ele não conseguiu encontrar um estacionamento específico para pessoas com deficiência e não foi informado sobre outra opção. “Perguntei para mais de 50 funcionários, mas ninguém soube explicar”, conta. 
 
Outra reclamação freqüente é sobre os ingressos destinados a pessoas com deficiência: “As bilheterias para os deficientes não funcionam até o início dos jogos conforme as demais. O deficiente tem que chegar com muita antecedência para conseguir o ingresso, muitas vezes tendo que voltar para casa e depois retornar ao estádio.” contesta Américo.

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