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Associação Brasiliense de Deficientes Visuais corre o risco de ser despejada de sua sede pela falta de renovação de convênio com GDF.

Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que existem cerca de 650 milhões de pessoas com deficiência no mundo. As pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de natureza física, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade com as demais pessoas.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 14,5% da população brasileira possui alguma deficiência: são 24,6 milhões de pessoas. O tipo de deficiência que mais atinge a população é a visual: cerca de 16,6 milhões de pessoas com algum grau de deficiência visual no Brasil.

Na região centro-oeste 958 mil pessoas declaram alguma dificuldade permanente de enxergar. Somente no DF, estima-se que sejam 188 mil pessoas com deficiência visual, em diversos graus de severidade.

À medida que a estrutura da população está mais envelhecida, a proporção de pessoas com deficiência aumenta e surge um novo elenco de demandas para atender as necessidades específicas deste grupo.

A entidade representativa das pessoas cegas e de baixa visão no Distrito Federal é a Associação Brasiliense de Deficientes Visuais (ABDV), fundada há 26 anos pelos próprios deficientes. Hoje, a ABDV conta com cerca de mil associados, toda a sua diretoria é composta por deficientes visuais, e sobrevive de doações e de serviços de tradução de textos para a grafia braille.

A ABDV representa os deficientes visuais em importantes colegiados, tais como os Conselhos de Direitos Humanos – CDPDDH, de Ação Social – CAS e do Deficiente – CODDEDE no Distrito Federal.

Além de atuar na defesa dos direitos do deficiente visual, a ABDV oferece cursos da grafia braille para professores e alunos de pedagogia, oferece alimentação, acesso digital em computadores adaptados, impressos e material didático em braille, equipamentos básicos e educativos (como bengalas e regletes), apoio em atividades de geração de renda e atividades de confraternizaçã o e socialização dos cegos da cidade. Até 2006, a associação transportava alunos com acessibilidade restrita, impossibilitados de freqüentar a escola.

Nos últimos anos, alguns membros da ABDV vêm se especializando em elaboração de projetos e captação de recursos e têm firmado importantes parcerias para concretizar ações de cunho cultural, envolvendo artes plásticas, música, turismo e patrimônio histórico; de cunho esportivo, envolvendo aulas de judô; e de geração de renda, capacitando deficientes visuais em atividades de reciclagem e trabalhos manuais e divulgando o trabalho de massagistas e músicos cegos.

Todos esses projetos procuram minimizar a segregação social à qual são submetidos os cegos, demanda prioritária desse segmento social, e precisam de um espaço adequado para sua concretização.

Desde 2001, a entidade tem sede no endereço SGA/SUL Quadra 903, Conjunto C, fruto de um convênio com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda. Embora funcione em condições precárias em suas atuais instalações, compartilhadas com uma funerária, o local é um ponto central de convergência dos deficientes visuais, sem o qual o trabalho da associação torna-se impossível.

A Associação Brasiliense de Deficientes Visuais

lança um apelo aos governantes e sociedade civil:

Os Deficientes Visuais do Distrito Federal correm risco de perder sua sede.

Precisamos de um espaço digno para exercer nosso direito a educação, à renda,

à cultura, às artes, ao esporte, à educação, NOSSO DIREITO À VIDA.

Inclusão social é uma questão de Direitos Humanos.

Assembléia dia 17 de abril de 2010, às 14h, na Sede da ABDV.

Participe! Apóie essa causa!!

Telefone 3323-2390, fax. 3322-9718

e-mail: abdvweb@gmail. com

- SITE: http://www.abdv. org.br