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O setor automotivo é a área da indústria que mais recruta pessoas com deficiência no Estado. Entre as empresas  com mais 100 funcionários, o segmento absorveu 18,3% dos deficientes em 2010. Em segundo lugar, aparece o segmento de alimentos e bebidas (11,5%).

É o que aponta novo estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, que mostra ainda as características que mais predominam por setor.

Na área de veículos, o que predomina são as deficiências auditiva (43%) e física (31%). Já no ramo alimentício, há uma inversão na ordem: o deficiente físico lidera (48%), seguido pelo auditivo (31%). Esse também é o segmento que mais contratou deficientes mentais (8%).

Em relação às funções desempenhadas, o estudo, de forma geral, aponta maior número de pessoas com deficiência em três tipos de ocupações: alimentadores de linhas de produção; auxiliares administrativos e preparadores e operadores de máquinas-ferramentas convencionais. Essas três famílias de funções representam 26% do total empregado.

FACILIDADE- O estudo da Fiesp aponta ainda que pessoas com deficiência física e auditiva têm tido mais facilidade de arrumar emprego em empresas do setor industrial. Em ambos os casos, as fabricantes veem mais facilidade nas adaptações para acessibilidade, em relação a outras categorias.

Ainda de acordo com o levantamento, o principal destaque é o deficiente físico, cuja absorção pelas fabricantes segue em ritmo crescente desde 2008, apesar de outros, como o visual e o mental, também tenham tido a contratação ampliada nos últimos três anos nas fabricantes.

Um ponto importante para entender as características do mercado de trabalho para as pessoas com deficiência é a análise do nível de escolaridade, que também têm evoluído.

CAPACITAÇÃO -A entidade considera que a falta de capacitação tem sido ainda um dos entraves para a inclusão no mercado, já que algumas vagas exigem qualificação específica.

Com isso, o candidato ao posto de trabalho precisa ter, ao menos, o ensino fundamental completo para acompanhar disciplinas de um curso de formação.

Entre 2008 e 2010, entretanto, ocorreu um aumento de contratações de deficientes com Ensino Médio completo. Isso mostra, segundo a Fiesp, um aumento no nível de escolaridade da pessoa com deficiência empregada pela indústria.

Fonte: Diário do Grande ABC